| 26.05.2011 | 21:20 | ECONOMIA | [voltar] [inicial] |
| Prêmio Nobel da Paz disse que cria empresas para ajudar as pessoas |
| G1 |
Conhecido como "banqueiro dos pobres" e agraciado com o Nobel da Paz em 2006, Yunus fundou o Grameen Bank em 1983 e, com essa instituição, concedeu créditos para 8,3 milhões de bengaleses, em sua maioria, mulheres. De acordo com ele, a proposta de emprestar dinheiro a pessoas pobres começou com US$ 27 emprestados a 40 pessoas. “Eu era professor e queria combater a agiotagem e isso me levou para essa direção para o resto da minha vida. Muita gente está excluída do sistema e, por isso, criei o banco”, contou Yunus. Os bancos convencionais, segundo Yunus, procuram pelos ricos e pelos homens. “O Grameen Bank faz o contrário. Procura os pobres, e as mulheres”, disse. Segundo Yunus, quanto menor for a aldeia, em lugares remotos, melhor para o banco dele. Yunus falou ainda que o Grameen é o único banco do mundo que não tem advogados e que, em 2008, durante a crise econômica, os grandes bancos entraram em colapso, mas o empreendimento dele não foi abalado. “Emprestamos dinheiro sem garantia, sem advogados, e o Grammen só crescia”. O empreendedor disse que a cada mês são feitos US$ 150 milhões em empréstimos, uma média de US$ 200 por pessoa. Ainda segundo ele, mais de US$ 1 bilhão são emprestados, por ano, pelo Grameen. “E o dinheiro vem do nosso sistema. Não pegamos dinheiro com o governo”. E completou que 56% do dinheiro que é emprestado vem do próprio banco. Yunus contou que, para o tomador ter direito de empréstimo no banco, é preciso que os filhos estejam regularmente na escola. “Com isso, temos mais de 52 mil alunos nas escolas e faculdades”, ressaltou. Para Yunus, educação serve para fazer ações maiores e melhores do que fazem os analfabetos. “É preciso que as pessoas estudadas façam melhor. Não adianta pegar o diploma e bater de porta em porta para procurar emprego. O melhor é abrir uma empresa enquanto estuda”, defendeu. Telefonia celularYunus disse que o importante é abrir um empreendimento levando-se em consideração a oportunidade de ajudar as pessoas. Pensando desta forma, ele abriu uma empresa de telefonia celular para mulheres. Suas clientes compravam um aparelho celular e vendiam o minuto para aquelas que não tinham. Atualmente, a empresa de Yunus é a maior de Bangladesh. Para crescer tanto assim, ele explorou um mercado de 85% da população que mora na zona rural do país e que não tinha telefonia celular. “Abro empresas porque quando vejo algum problema quero resolver. São as chamadas ‘empresas sociais’, que resolvem os problemas”, explicou. Yunus disse que não é um homem rico porque não é dono das empresas e, sequer, possui ações. Antes de deixar o IV Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, Yunus e o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, assinaram o protocolo de intenções para trazer a experiência de microcrédito do Grameen Bank para o Brasil. Fonte: acessada em 06.06.11 |
ideia inicial
Morando em Bangladesh - um pequeno país no subcontinente Indiano, com 130 milhões de habitantes, uma renda per capita de cerca de US$ 300 e com 62% da população analfabeta - para onde retornou após ter estudado Economia nos Estados Unidos, como bolsista do programa Fulbright - o Professor Yunus lecionava Teoria Econômica na Universidade Chittagong, enquanto tentava descobrir como poderia utilizar tanta "teoria" para resolver o simples problema das pessoas que morriam famintas a seu redor.Yunus atribui a origem de sua visão a um encontro fortuito, em Jobra, com Sufia Begum, uma jovem de 21 anos que lutava desesperadamente para sobreviver. Para poder trabalhar Sufia tinha tomado emprestado cerca de 25 centavos de dólar americano a um agiota de seu bairro, que lhe cobrava juros de 10% ao dia. Com esse dinheiro, Sufia comprava bambu para fazer tamboretes. De acordo com o "contrato de empréstimo", Sufia era obrigada a vender seus tamboretes exclusivamente ao agiota que lhe financiara e que pagava um valor muito abaixo do valor de mercado. Assim Sufia conseguia obter um "lucro" de cerca de 2 centavos de dólar. Para todos os efeitos a condição de trabalho de Sufia era equivalente à de escravo.
Yunus encontrou 42 mulheres em Jobra nas mesmas condições e resolveu, ele mesmo, emprestar-lhes seu próprio dinheiro a taxas bancárias normais. Inicialmente emprestou 27 dólares, aproximadamente 62 centavos por tomadora.
Surpreendentemente, Yunus recebeu de volta, com pontualidade, o capital e os juros de todos os empréstimos que fizera Isso lhe deu a ideia que talvez fosse possível expandir esse processo. [2]
O "Grameencredit"
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- O "Grameencredit" (crédito do Banco Grameen) baseia-se na premissa de que os pobres têm habilidades profissionais não utilizadas, ou subutilizadas. Definitivamente não é a falta de habilidades que torna pobres as pessoas pobres. O Grameen Bank acredita que a pobreza não é criada pelos pobres, ela é criada pelas instituições e políticas que o cercam. Para eliminar a pobreza, tudo o que temos de fazer é implementar as mudanças apropriadas nas instituições e políticas, e/ou criar novas instituições e políticas(…) o Grameen Bank criou uma metodologia e uma instituição para atender às necessidades financeiras dos pobres e criou condições razoáveis de acesso a crédito, capacitando os pobres a desenvolverem suas habilidades profissionais para obter uma renda maior a cada ciclo de empréstimos. [3]
- Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Yunus acessado em 06 06 11

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